Lágrimas do Céu
Folhas outonais caídas jazem
De acer vermelho melancólico
Como as lágrimas do céu do além
Que chora saudoso sobre o pórtico
De um templo perdido
Ruinosas colunas de um tempo que se perdeu
Do tempo presente se tornou foragido
Com os sinais do passado, sente que morreu
Mas vive e lacrimeja
Tem saudades de Deus
E tudo o que almeja
É seguir os passos seus
Mas o mundo patina
É inexorável como o Destino
Se mantém caindo a chuva, e a sina
Além de qualquer esperança celestina
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